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Guia completo da segurança da informação na era LGPD!

Com o aumento da importância do uso de dados estrategicamente em negócios e a chegada da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a segurança da informação está rapidamente se tornando um foco prioritário para a competitividade de empresas.

É hora de gestores tomarem uma atitude nesse sentido! Para ajudar a começar esse processo tão importante, criamos um guia completo e profundo sobre o assunto.

Veja quais são os pilares da segurança da informação, por que ela é tão importante e como melhorar a proteção de dados em pequenas e médias empresas. Boa leitura!

O que é segurança da informação e seus 3 pilares?

Para começarmos do início, podemos definir com mais clareza sobre o que referimos quando exploramos o conceito de segurança da informação.

Ela é formada pelo conjunto de políticas, processos e soluções tecnológicas empregadas na rotina de uma empresa para proteger seus dados de ameaças internas e externas.

Parece uma ideia simples, mas que exige inteligência e planejamento para ser consolidada em um negócio. Por informação, entende-se todos os arquivos, valores, dados, indicadores, documentos, qualquer elemento que seja armazenado digitalmente pela empresa.

Mas como se define a implementação com sucesso de segurança da informação? Para ter essa visão mais clara, o processo é comumente dividido em três pilares que o sustentam — se um deles não é bem estruturado, os outros dois não são capazes de manter sua eficiência. Veja quais são.

Confidencialidade

O primeiro pilar e o mais importante é a limitação de acesso às informações que uma empresa armazena em seu sistema. Existem dois pontos cruciais aqui:

  • de um lado, a confidencialidade de dados sensíveis da empresa a protegem no mercado, evitando espionagem industrial e o vazamento de números que possam prejudicar estratégias de negócio;
  • por outro, o acúmulo cada vez maior de informações sobre clientes deve ser tratado como prioridade na segurança, já que o comprometimento dessas informações pode levar à perda de confiança e até o indiciamento jurídico.

Integridade

Mesmo que uma empresa garanta que seus dados estão protegidos, de nada adianta para a execução prática de estratégias no negócio se eles não são confiáveis. Esse é um tipo de problema comum em PMEs que não investem em tecnologia, principalmente sistemas de gestão.

Quando processos de registro, conferência e análise de dados são feitos manualmente, informações importantes podem ser armazenadas de forma errada, levando a falhas de interpretação, corrompimento do banco de dados ou até o desaparecimento de números importantes para a produtividade do negócio.

Disponibilidade

Um ponto crucial na discussão sobre segurança da informação é onde traçar a linha que equilibra agilidade e eficiência com proteção de dados.

A questão é que não adianta colocar esse volume de informações em um cofre inviolável se os próprios colaboradores e gestores dentro da empresa precisam deles para executarem seu trabalho.

Este é o maior desafio da segurança: aliar disponibilidade e facilidade de acesso de usuários credenciados ao isolamento desses mesmos dados a ameaças externas — sejam criminosas ou não.

Portanto, podemos ver que sem um desses pilares, os outros são seriamente comprometidos. Uma boa estratégia de segurança da informação é aquela que consegue manter a confiabilidade de seus dados em um ambiente confidencial, mas que também tem instrumentos e ferramentas que permitem acesso rápido e inteligente quando a empresa precisa.

Criando um bom equilíbrio entre eles, seu tripé de proteção não bambeia. É um ambiente sólido e protegido, capaz de dar ao seu negócio a eficiência que o mercado hoje exige de PMEs.

Por que a segurança da informação é importante?

Podemos aproveitar o gancho anterior para expandir essa discussão que também é muito relevante: por que pequenas e médias empresas precisam investir cada vez mais em segurança da informação?

A primeira coisa a se ter em mente é o quanto o armazenamento e uso de dados se tornou parte vital de sucesso de negócios, ainda mais nas PMEs. Até pouco tempo atrás, a competitividade de uma empresa estava quase que toda na sua capacidade produtiva e de investimento. Quem crescia se consolidava.

Mas hoje o que vemos, principalmente com a explosão das startups como Uber e iFoods, é uma mudança nessa dinâmica: o uso de dados para encontrar nichos e novas estratégias, para aproximação do público e otimização da produtividade é o que realmente faz a diferença.

Não é mais preciso ter o tamanho dos grandes players para competir com eles. Muitas vezes, a própria flexibilidade e capacidade de adaptação de negócios menores é o que define seu sucesso. A tecnologia permite o mesmo poder no uso de dados como estratégia independente de volume produtivo.

E se a informação tem todo esse valor para você, ela ganha o mesmo valor para cibercriminosos e outras ameaças externas. É só analisar a quantidade de notícias que surgem sobre ransomwares e outros ataques a empresas de todos os tipos e tamanhos para perceber o quanto a segurança da informação é importante.

As leis e regulamentações de segurança da informação

Nada demonstra melhor a importância da proteção de dados como a preocupação de governos do mundo inteiro em regulamentar como eles são utilizados em contextos corporativos e institucionais.

A primeira grande iniciativa nesse sentido veio da União Europeia, que criou a General Data Protection Regulation (GDPR) para definir parâmetros legais de segurança no armazenamento e na utilização de informações para uso corporativo.

Esse passo se mostrou tão crucial para proteção da privacidade de empresas e cidadãos que o Brasil logo elaborou sua própria versão do projeto, a LGPD ou Lei Geral de Proteção de Dados — que entrou em vigor em setembro de 2020.

Como a LGPD impacta na segurança da informação?

Essa nova regulamentação é muito importante para toda a discussão que estamos tendo neste texto. A LGPD promete padronizar e reforçar a preocupação com segurança da informação em todas as instituições brasileiras, por isso é vital entender seu impacto desde já.

A Lei Geral de Proteção de Dados se baseia nos pilares que listamos anteriormente para criar seus próprios pontos fundamentais de implementação.

Ela não determina como você deve estruturar seu sistema ao redor do tema, mas quais são as obrigações de uma empresa para garantir um sistema confiável e protegido. Entenda.

Privacidade

O foco maior da LGPD está na inviolabilidade da intimidade e imagem de clientes e colaboradores. Isso significa que uma empresa que retém e utiliza dados de sua base não pode de forma alguma compartilhar, modificar ou exibir tais informações sem o consentimento de seu dono.

Este é um ponto que vai exigir muito de estruturação, políticas internas e automação para que uma PME consiga extrair os benefícios do uso de Big Data sem estar vulnerável ao comprometimento desses dados.

Transparência

As empresas do futuro terão que ser mais transparentes com seus usuários e essa transformação já começou. O pilar da transparência gira em torno de uma comunicação direta, objetiva e automática com clientes que têm seus dados armazenados.

O cenário ideal é que cada um desses usuários saiba quais dados seus foram coletados e como podem ser utilizados pela instituição. Essas informações precisam estar disponíveis de maneira fácil e apenas ao seu dono, para que ele tenha a possibilidade de agir seguindo o próximo ponto.

Consentimento e agência

Essa é uma questão fundamental para proteger a privacidade e a confiança de clientes e outros indivíduos que tenham seus dados armazenados por empresas.

Primeiro, não será mais permitido coletar qualquer informação de pessoas físicas ou jurídicas sem que haja o consentimento da mesma. O negócio precisa informar com clareza o que será registrado e perguntar de forma direta se a pessoa concorda ou não com aquilo.

Depois do consentimento dado, ainda existe a agência do usuário. A partir da transparência de saber qual o teor dessas informações e como são utilizadas, o cliente precisa de um mecanismo simples e de fácil acesso para solicitar sua exclusão do banco de dados — ação que deve ser tomada imediatamente e de forma irreversível.

Contenção

Essa parte da LGPD é mais subjetiva e diz respeito à capacidade de um negócio, independente de seu tamanho, de agir imediatamente em caso de comprometimento de dados de terceiros.

Dizemos subjetivo porque essa capacidade depende da preparação de gestores e sua equipe de TI (interna ou terceirizada) para criar protocolos e processos ágeis e eficientes de contenção e recuperação de crises.

Algumas determinações são obrigatórias, como o aviso imediato a autoridades no caso de vazamento de dados por crimes cibernéticos.

Já outros aspectos que definem uma boa segurança da informação não são definidos diretamente pela lei, mas exigem a adaptação e o investimento tecnológico em cada caso para o sucesso e a tranquilidade da empresa. Falaremos sobre isso no último tópico do guia. Por enquanto, vamos explorar que tipo de ameaças você pode enfrentar pela frente.

Contra que perigos a segurança da informação protege?

Investir em segurança da informação é investir em eficiência, produtividade e otimização sem abrir mão da confiabilidade na sua marca e na sua estratégia de mercado.

Mas todas essas características vêm de onde? Sua origem está principalmente na mitigação de riscos, que dão a estabilidade suficiente que um negócio precisa para ser competitivo em um cenário de transformação digital.

Veja quais perigos são afastados da sua rotina quando você prioriza a proteção de seus dados.

Baixa confidencialidade

É muito difícil ter padronização e robustez em processos corporativos hoje em dia se a empresa não conta com mais confidencialidade em seu sistema.

Vulnerabilidades nesse sentido criam um ambiente de incerteza e insegurança na rotina do negócio, fazendo com que todos os colaboradores gastem tempo e atenção lidando com processos desnecessários para se precaver cada vez que utilizam informações sensíveis.

E claro: sistemas com problemas de confidencialidade estão mais expostos a criminosos. Assim como em crimes tradicionais, pessoas mal intencionadas buscam bancos mais frágeis para atacar e o negócio pode se tornar um alvo frequente de tentativas de invasão.

Exposição a ataques por falta de atualização de ferramentas

Esse é um dos problemas mais comuns em PMEs em relação à estruturação de ativos tecnológicos, principalmente as que não contam com uma boa equipe de TI.

Um dos modos de operação mais comuns de criminosos é analisar o log de empresas de software que compartilham a correção de bugs na atualização de suas soluções. Essas fornecedoras fazem isso para apontar o que foi corrigido, mas acabam também mostrando vulnerabilidades nas versões mais antigas de seus produtos.

E é nesse momento que a falta de organização pode ser um risco à segurança. Empresas sem políticas objetivas de atualização de seus softwares têm brechas expostas e não resolvidas — já que o programa ainda está na versão vulnerável. Essa se torna uma porta perigosa de entrada para os ataques mais prejudiciais a um negócio.

Ransomwares

Falando nos ataques que uma empresa pode sofrer, os ransomwares são riscos em destaque no mercado. O objetivo desses códigos maliciosos é invadir um banco e criptografar seus dados, exigindo um resgate em dinheiro para que a empresa recupere o controle sobre suas próprias informações.

Como uma boa criptografia é praticamente impossível de ser quebrada, o que um negócio deve fazer é se precaver ao máximo para não cair nesse tipo de golpe.

Os riscos em um ransomware são triplos:

  • impedem a produtividade da empresa por cessar o acesso credenciado aos dados;
  • tornam a empresa vítima de estelionato, muitas vezes obrigando o negócio a ceder enquanto as investigações ainda estão em curso;
  • mancham a credibilidade da marca no mercado caso essas informações sejam vazadas ao público.

Esse último ponto, inclusive, é um que assombra empresas no mundo todo. O gasto com publicidade e relacionamento necessário para reverter uma crise como essa pode até tirar um negócio do mercado.

Dificuldade de recuperação de desastres

Mesmo que o problema não seja tão grave, o comprometimento de dados, como corrompimento, perda e utilização indevida, pode dificultar a pronta recuperação do sistema caso o negócio não invista em segurança da informação.

Planos de crise são fundamentais na era da transformação digital, passando por automação de backups, definição de responsabilidades e elaboração de protocolos.

Quanto mais rápido você se recupera, menos impacto um comprometimento como esses tem na sua rotina e na sua imagem.

Baixa produtividade

Não há como escapar: empresas que investem em tecnologia e utilização de dados como fonte de estratégia e execução serão as referências do futuro. Afinal, é exatamente essa capacidade de extrair insights de grandes volumes de informação que permite uma PME hoje competir com grandes marcas estabelecidas — e até superá-las.

Porém, é muito difícil equilibrar confidencialidade e produtividade sem um foco e um investimento em segurança. Quanto mais sólido for seu sistema, seu banco de dados e a forma como seus colaboradores os utilizam, mais produtivo é o negócio.

A empresa deixa de se preocupar tanto com a possibilidade de ataques e está preparada para agir imediatamente nesses casos. Também, geralmente, há suporte de parceiros e organização para aproveitar indicadores e valores da forma mais ágil e eficiente possível.

Portanto, podemos dizer que a segurança da informação hoje não é apenas uma questão de proteção de dados, mas a viabilidade produtiva das empresas do futuro. Quem prioriza hoje esse processo sai na frente.

Como melhorar a segurança da informação nas PMEs?

Depois de tudo o que discutimos, já deve ter ficado bem claro o quanto é importante investir e estruturar a segurança da informação na sua empresa.

Então, vamos usar a filosofia da LGPD como base para dar dicas de como aprimorar a proteção de dados no seu negócio, sobre diversas perspectivas cruciais. Confira.

Entender o fluxo de dados da empresa

Cada empresa tem suas particularidades na forma como dados são coletados e utilizados. Em um varejo, por exemplo, o maior fluxo de informação vem do time e do sistema de vendas, mas também do esforço de marketing.

Já em uma indústria, esse volume maior está em indicadores de produtividade e relacionamento com fornecedores.

Dessa forma, entender o cenário específico da sua empresa vai guiar todo seu planejamento de segurança: quais são as informações mais sensíveis, de onde elas vêm, como são armazenadas, como o banco pode ser estruturado em camadas de isolamento etc.

Investir em soluções tecnológicas

O segundo passo primordial é entender que a tecnologia é a única forma de garantir proteção de dados em uma empresa. Você precisa fazer o levantamento acima já identificando soluções e parcerias que podem se adaptar melhor aos fluxos do seu negócio e suas necessidades.

A primeira busca deve ser entre sistemas integrados de gestão e proteção. São plataformas capazes de reunir todo o volume de informações do negócio em um único ambiente, dando mais visão para o gestor sobre como estão sendo utilizadas.

Implementar ferramentas eficientes de proteção

Depois de pesquisar sobre soluções completas de gestão e proteção de dados, você vai precisar também focar nas ferramentas específicas que são obrigatórias em qualquer sistema seguro.

Estamos falando de softwares, como firewall, gerenciadores de backup automatizados, antivírus, filtros antispam para e-mails corporativos, monitores de uso da rede, entre outros.

Muitas dessas ferramentas podem ser contratadas individualmente, mas são mais eficientes se a solução de gestão escolhida tiver o máximo possível delas nativas em seu código.

Criar uma política de uso na empresa

Nem toda a tecnologia do mundo é capaz de proteger as informações de uma empresa se a preparação dos usuários do sistema não acompanha o mesmo cuidado.

Por isso, é fundamental também elaborar políticas de uso claras e objetivas dentro da sua rotina em todos os departamentos da PME, mesmo que sejam poucos funcionários.

Isso ajudará a organizar a produtividade em volta do uso de dados estrategicamente e eliminar riscos de comprometimento pela postura de segurança de que os utiliza. Além disso, boas políticas de segurança facilitam a identificação e contenção de um possível incidente dessa natureza.

Melhorar a comunicação entre colaboradores

Não é importante apenas criar uma política de uso de dados, mas também preparar os colaboradores (e você mesmo) para aplicá-la em sua rotina. Quanto mais sinergia há na colaboração entre profissionais, mais fácil é utilizar dados sem colocá-los em risco.

Isso pode ser feito dentro de um sistema de gestão integrado, reforçado por boas ferramentas de comunicação e gerenciamento de times. E óbvio: treinamento de segurança deve se tornar um investimento constante.

Priorizar o controle de acesso

Falando mais em identificar e corrigir anomalias de forma ágil e precisa, o foco de um sistema bem protegido deve estar no seu controle de acesso. A distribuição de credenciais e o monitoramento de seu uso no banco de dados podem ser automatizados com o uso de boas ferramentas de segurança.

Assim, qualquer alteração que fuja da rotina prevista de produtividade é rastreável quase que imediatamente. Dependendo do volume de dados com que a empresa trabalha, seria inviável monitorá-los individualmente. Mas, se você tem visão total sobre a porta de entrada, pode garantir muita confiança para o acesso.

Definir indicadores de segurança

Todo gestor é acostumado a trabalhar com indicadores de performance para analisar desempenhos e ajustar estratégias baseando-se nesses resultados. A mesma coisa pode ser feita para a segurança da informação, dando mais visão sobre pontos fortes e fracos da sua proteção de dados. São KPIs como:

  • total de dispositivos monitorados;
  • eventos totais e eventos por dispositivos;
  • tempo médio para detecção de eventos;
  • tempo médio de recuperação;
  • tempo médio entre falhas;
  • custo médio por evento, entre outros.

Contar com ajuda especializada

Depois de tudo o que discutimos neste guia, você pode estar pensando se é capaz de atingir um nível de proteção adequado com a equipe e a estrutura que você tem hoje.

Afinal, PMEs precisam do máximo de recursos disponíveis usados da melhor forma possível para terem sucesso no mercado. É aí que o outsourcing entra como uma boa solução.

Contar com o auxílio de empresas especializadas em TI e proteção é fundamental para encontrar as soluções mais adequadas e implementá-las na rotina do negócio.

Essa ajuda pode estar no fornecimento da tecnologia, mas também em consultorias sobre necessidades e oportunidades e na elaboração de projetos relacionados.

E você vai precisar dessa ajuda! A segurança da informação passa a ser prioridade para todas as empresas que seguem sua jornada de transformação digital. Agora que você tem essa base de conhecimento, é hora de começar a botar em prática e tornar esse processo uma vantagem competitiva.

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Implementar a LGPD na prática empresarial: entenda melhor como!

Sua empresa está pronta para implementar a LGPD na prática? A Lei Geral de Proteção de Dados entrou em vigor em 2020 e muitos gestores ainda não acordaram para a importância dessa adequação na utilização de dados.

Para você não cair nessa mesma armadilha e deixar tudo para a última hora, convidamos Vinicius Gravito, arquiteto de soluções da Run2biz, para conversar sobre o que a LGPD exige dos negócios, como implementá-la e por que contar com uma grande ajuda nesse processo. Vamos lá?

A necessidade de se adequar à LGPD

Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é uma resposta do governo brasileiro para adequar as regulamentações de uso de informações por empresas, baseando-se no modelo europeu, onde se desenvolveu a General Data Protection Regulation, a GDPR.

A premissa da lei é que instituições, organizações e empresas devem fornecer conhecimento e acesso para seus clientes no que diz respeito ao uso de seus dados. Vinicius explica dando um exemplo:

“Eu tenho um telefone de determinada operadora e ela tem os meus dados. Eu tenho que ser informado o motivo para o qual utilizarão meus dados dentro dessa empresa. Se ele for compartilhado, eu preciso saber que isso aconteceu, pois se eu não der autorização, configura como violação de dados. O vazamento de dados também deve ser informado.”

O usuário tem a transparência de acessar dados armazenados e a agência de pedir para que sejam removidos. Isso não só é importante para a privacidade no Brasil, assim como alinha nossa legislação à GDPR europeia e à California Consumer Privacy Act (CCPA), lei de proteção de dados estadunidense — um pareamento interessante para quem pensa em expandir o negócio internacionalmente.

Os 3 pilares para implementar a LGPD na prática

Muito se fala sobre a importância da LGDP para a privacidade do público em geral, mas muitos gestores ainda têm dificuldade de encontrar informações sobre como isso afetará a sua rotina e como o seu negócio deve se preparar. É preciso ir além da parte jurídica e entender como a tecnologia ajuda.

Vinicius aponta que, para compreender esse processo, é preciso conhecer os 3 pilares que garantem o cumprimento da lei de proteção de dados brasileira. São eles:

Governança

governança de dados é o pilar central da LGPD na prática. Segundo Gravito, “envolve políticas, controles, compliance, parte de gestão de risco e medidas de recuperação de dados. Basicamente, são todas as regras, normas e contratos. A prática de governança está muito aliada às políticas internas da empresa e à parte jurídica”.

Comportamental e Educacional

O pilar que une comportamento e educação se refere à relação entre dados e colaboradores de uma empresa dentro desse cenário de governança.

É como os operadores se comportam e tratam os dados do cliente quando possuem acesso a eles, como um analista de um call center.

Gravito complementa:

“está relacionado com a parte de orientação e educação, com o que pode e o que não pode fazer com os dados, o que deve ou não deve falar, como não poder tirar uma foto da tela.”

Gestores precisam entender que grande parte das brechas que põem uma empresa em risco em relação à LGPD têm a ver com a má utilização de informações ou o despreparo do usuário dentro do sistema — como phishing e outras técnicas de engenharia social.

Portanto, a constante educação com comunicação e treinamento é parte fundamental desse processo. Ela alinha o comportamento e garante a boa utilização do sistema que você já reestruturou a partir de uma nova governança.

Tecnologia

O terceiro pilar é formado pela infraestrutura que armazena, lida e protege os dados. Ativos tecnológicos, softwares e serviços precisam ter as ferramentas necessárias para adequar estratégias à LGPD e fazer o monitoramento rígido da utilização de informações de terceiros.

A forma como a Run2biz ajuda a implementar esses pilares

Queríamos explicar esses três pilares, porque a Run2biz conta com uma plataforma de gestão integrada, criada pensando no fortalecimento de cada um deles. É uma solução chamada GRCS — Governança, Risco, Conformidade e Segurança.

Pensando no primeiro pilar, Vinicius Gravito explica:

“na parte de governança, o 4biz controla toda a parte de normas, políticas, procedimentos e automação do processo”.

O resultado? Ele também explica que, dessa forma, “garante que tais normas, procedimentos e políticas serão revisadas de tempos em tempos e que estarão de acordo com as necessidades de negócio da empresa e da própria LGPD”.

Isso reflete no pilar comportamental desse processo. A plataforma da Run2biz pode automatizar rotinas de educação, que são agendas periódicas de treinamento, verificação da análise de tendências, de falhas de operação.

A partir daí, são criados registros e ocorrências de segurança, informando que determinado departamento ou pessoa tem tido muita dúvida relacionada com política de dados, sugerindo um novo treinamento e uma melhor capacitação.

É uma solução integrada perfeita para o apoio estratégico na implementação das regras da LGPD. O 4biz tem toda a área de gestão de risco, análise de tendências, impacto sobre o negócio, medidas de recuperação, etc.

Por último, vem a parte tecnológica da segurança. Gravito aponta as vantagens do sistema da Run2biz, citando algumas de suas capacidades:

  • integração entre os sistemas;
  • análise comportamental via assistente virtual;
  • rotina e validações periódicas;
  • adoção de medidas protetivas por meio da correlação de eventos.

Portanto, a solução está totalmente associada com a gestão de risco e governança, aliando a otimização de processos para facilitar seu controle à gestão de pessoas e a utilização por elas dos dados armazenados.

A importância de contar com ajuda nesse processo

A LGPD significa uma transformação na forma como empresas lidam com informações de terceiros, principalmente de seus clientes.

Por isso, essa é a oportunidade perfeita para modernizar sua gestão e usar uma necessidade como base para implementar inteligência e tecnologia no negócio.

Como essa é uma revolução completa, ela precisa de uma solução completa. Por isso, você precisa de ajuda especializada para garantir o melhor resultado com a melhor plataforma.

É falando sobre isso que Vinicius Gravito conclui:

“em resumo, o 4biz começa na gestão dos dados, monitorando o seu ambiente através de integrações, analisando solicitações e comportamentos que ocorrem no dia a dia”.

Além disso, ele complementa que “tudo isso está vinculado à parte de análise de risco, onde qualquer um dos eventos monitorados que ocorrerem são alertados. Se esse risco acontecer, ele está monitorado e começa com ações automáticas que alinhadas às normas, políticas e procedimentos da empresa”.

Por fim, o arquiteto de soluções assinalada que “esse alinhamento vem de processos de recuperação que estão publicados e são de conhecimento de todo mundo, servindo para que você tenha agendas periódicas de treinamento e conscientização dos seus colaboradores. O resultado disso é a conformidade.”

Com a Run2biz, você consegue tudo o que precisa para implementar a LGPD na prática. E você não só ganha em segurança. Você pode utilizar a oportunidade para otimizar o negócio e focar no seu crescimento!

Pensando nisso, que tal contar com essa ajuda incrível para transformar a empresa com competitividade, integração e segurança? Entre agora no nosso site e conheça a plataforma 4biz!

Descubra o melhor caminho para atingir os resultados desejados

“Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”. Se assistiu Alice no país das maravilhas, deve lembrar deste diálogo do gato, quando Alice estava chorando sem saber qual caminho tomar. 

Se sua organização já sabe qual o caminho tomar e possui metas estabelecidas, então é necessário traçar o percurso, indicadores de progresso e as agendas para monitorá-los. Já diziam Robert Kaplan e David Norton, autores da metodologia BSC Balanced Scorecard, “O que não é medido não é gerenciado”. 

Fazer uma gestão de riscos é importante para realizar com êxito as metas estabelecidas. Risco significa ousar, logo, estão presentes em todas as atividades do homem e das organizações. Os riscos são inerentes ao negócio.  

A gestão de risco é o conjunto de atividades coordenadas que têm o objetivo de gerenciar e controlar uma organização em relação a potenciais ameaças, seja qual for a sua manifestação. 

É uma estratégia que envolve um trabalho preventivo de se antecipar a possíveis situações e considerar a prática como parte dos processos da empresa. Mas inclui também atuar de maneira prescritiva, isto é, quando o risco se manifesta sem ter sido previsto. Nesse caso, a gestão de risco busca estimular na empresa um comportamento dinâmico, para que ela responda com rapidez aos eventos, incertezas e mudanças de cenário. 

Outro aspecto fundamental para atingir os resultados desejados é a definição dos indicadores de desempenho ( ou Key Performance Indicator – KPI). Os indicadores tem a função de verificar se a organização está alcançando os objetivos determinados pela alta direção. Uma ferramenta muito usada para auxiliar na determinação desses objetivos é justamente o Balanced Scorecard. 

Quanto maior quantidade de indicadores e atividades, que somam para atingirem as metas estabelecidas, mais controles serão necessários. O importante é manter todos os envolvidos informados sobre os atrasos para juntos ajustarem as expectativas e o percurso. Para atingir os resultados esperados o melhor caminho a seguir, muitas e muitas vezes, não é uma reta. Haverão obstáculos que podem causar ajustes e desvios, somando curvas ao melhor caminho. 

Ter uma noção da forma que esses resultados mostram o seu negócio é de fato um dos caminhos mais fundamentais para a melhoria da sua empresa, e são vários os indicadores que podem ser escolhidos. 

Definir quais são mais relevantes do que outros é necessário para garantir que esses indicadores vão apontar o que você necessita, ou o que você não necessita para o caminhar da sua empresa. Sendo assim, fazer essa escolha é muito importante. 

Toda esta sistemática de monitorar indicadores, manter todos envolvidos com informações atualizadas e realizar as metas estabelecidas com êxito, vai requerer um sistema de registro e de informações para o apoio a decisão. Lembrando que, na era dos múltiplos dispositivos de conectividade entre as pessoas, prever a interação através dos vários equipamentos (com computadores, notebooks, tablet e smartphone) e dos vários canais (como redes sociais, whatsapp, e-mails e sites) é fundamental. 

Aqui na Run2biz, por meio de nossas soluções automatizadas, inteligentes e com o uso de tecnologia de ponta, trazemos a solução na medida certa para atingimento de resultados e escolha dos melhores indicadores de desempenho para monitoramento da performance da sua empresa. Quer saber mais? Entre em contato com a gente! 

Por Ricardo Masstalerz, CEO da Run2biz.

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