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Conheça as principais tendências tecnológicas para os próximos anos

A Deloitte na 11ª edição do estudo anual Tech Trends 2020, traz um resumo interessante das tendências tecnológicas para os anos que virão, sendo elas classificadas em “Facilitadoras”, “Fundação”, “Disruptoras” e “Emergentes no Horizonte”.

Já o Gartner no artigo “Top 10 Strategic Technology Trends for 2020: A Gartner Trend Insight Report”, traduzido para “As 10 principais tendências estratégicas de tecnologia para 2020: um relatório do Gartner Trend Insight” traz uma distribuição de tendências em 2 partes: uma centrada nas pessoas e outra centrada nos espaços inteligentes. 

Líderes de todos os setores agora elevam a tecnologia rotineiramente a uma prioridade estratégica de negócios. A capacidade de uma organização de explorar a tecnologia a seu favor determinará sua sobrevivência.

Se você deseja conhecer os pontos mais importantes extraídos destes 2 documentos e as principais tendências tecnológicas, continue a leitura do nosso post!

1. Tendências Facilitadoras

As tendências facilitadoras são forças capacitadoras que apoiam e permitem impulsionar a ruptura de negócios, modelos operacionais e mercados.

Experiência digital e Multiexperiência

Segundo o Gartner “até 2028, a experiência do usuário passará por uma mudança significativa na maneira como os usuários percebem o mundo digital e como eles interagem com ele”.

Segundo a Deloitte, “a experiência digital continua sendo um fator crítico da transformação da empresa – de fato, 64% dos participantes da pesquisa global de CIO da Deloitte em 2018 dizem que as tecnologias digitais afetarão seus negócios nos próximos três anos”.

Essa tendência concentra-se fortemente na criação de interações mais centradas no ser humano – incluindo funcionários, parceiros de negócios e clientes. A experiência multissensorial, multidispositivo e multitoque, conectando o físico com o digital está alinhado ao futuro da multiexperiência. Essa é a tendência real, o design orientado ao humano, não necessariamente as tecnologias que o habilitarão, mas o design corporativo que se estabelecerá para atender essa orientação.

Com a ajuda de várias tecnologias conectadas e da extração de dados, incluindo Inteligência Artificial, com Machine Learning e computação visual, conseguiremos criar experiências digitais personalizadas e emocionalmente inteligentes com base no comportamento, preferências e emoções dos indivíduos.

Cloud Computing / Distributed Cloud

Conforme indicado pela Deloitte, “Como previmos em 2017, o uso da nuvem, que se estende além da infraestrutura, deu origem a tudo como serviço, permitindo que qualquer função de TI se torne um serviço baseado em nuvem para consumo corporativo”.

E como previsto pelo Gartner, “o provedor de nuvem pública assume a responsabilidade pela operação, governança, manutenção e atualizações”. 

Nesse mundo híbrido, onde temos o melhor das tecnologias ofertadas como serviço, há o blockchain, Machine Learning, computação visual, orquestração de conteiners, serverless, entre outros tantos recursos tecnológicos, tudo isso representando fontes de inovação avançada e acelerada, que nos convidam a ser estratégicos e focar nos objetivos de negócio que precisam ser atendidos, no curto, médio e longo prazo. 

Em si, o que a Cloud habilita são meios rápidos para a inovação, os recursos que antes demorariam tempo, hoje estão disponíveis rapidamente e podem ser usados quando, onde e pelo tempo que forem necessários.

2. Tendências de Fundação

Negócios de Tecnologia (Reengenharia da Tecnologia “com T maiúsculo”)

Segundo a Deloitte, “o negócio da tecnologia – a maneira como a TI opera – está evoluindo à medida que a tecnologia e as estratégias de negócios convergem. À medida que as empresas buscam cada vez mais reengenharia de TI, não apenas para oferecer excelência operacional, mas também em parceria com funções de negócios para impulsionar a criação de valor, muitas equipes de TI estão mudando seu foco da entrega de projeto para resultados de produtos e negócios e adotando metodologias de desenvolvimento que permitem a colaboração, como Agile e DevOps.”

Esse é um movimento importante, visto que se trata da fundação da nova forma de alinhamento da TI, e neste ponto surge um conceito importante: “Governança Digital”, onde a governança não é vista apenas como “padronizadora”, mas agora tem as funções importantes: padronização, automação e aceleração. Ela é condutora. O livro “Liderando na Era Digital” (dos autores George Westerman, Didier Bonet e Andrew McAfee) introduz este conceito e explica como grandes empresas tradicionais estão usando o digital para obter vantagens estratégicas e competitivas.

Modernização Central (Remodelando o coração dos negócios)

Segundo a Deloitte, “A modernização do núcleo reflete as pressões contínuas que a transformação digital, as expectativas do usuário e os algoritmos de uso intensivo de dados exercem sobre os sistemas principais nos setores de front, mid e back office. Seja em finanças digitais, uma cadeia de suprimentos em tempo real ou um sistema de gerenciamento de relacionamento com clientes, os principais sistemas suportam os principais processos de negócios”.

As organizações de TI precisam reduzir suas dívidas técnicas e os sistemas legados não permitem agilidade para inovar e escalar. Muitas organizações estão partindo para o conceito do ERP de próxima geração, ERP pós-moderno ou modernização das plataformas legadas. Essa é uma tendência importante, e de fundação, pois independentemente do termo adotado pelo mercado, estamos falando de capacidades tecnológicas corporativas, e da habilidade que a empresa terá de responder as questões de mercado que se tornam cada vez mais urgentes e dinâmicas.

Democratização da tecnologia

Segundo o Gartner, “democratização é proporcionar às pessoas acesso a conhecimentos técnicos ou de domínio de negócios por meio de uma experiência radicalmente simplificada e sem a necessidade de treinamento extensivo e dispendioso”. O incremento de sistemas de desenvolvimento de baixo código, assistentes virtuais baseados em IA e modelos de tomada de decisão de fácil uso são aspectos importantes da democratização.

O alvo da tendência de democratização pode ser qualquer pessoa, dentro ou fora da empresa, incluindo clientes, parceiros de negócios, executivos, vendedores, colaboradores, desenvolvedores de aplicativos ou profissionais de operações de TI. A ideia é ampliar liberdade e empoderamento, permitindo maior eficiência e agilidade em escala aberta dentro da cadeia de valor.

3. Tendências Disruptoras (ou transformadoras)

Tecnologias cognitivas / Hiperautomação

Segundo a Deloitte, “Tecnologias cognitivas, como aprendizado de máquina, redes neurais, automação de processos robóticos, bots, processamento de linguagem natural, redes neurais e o domínio mais amplo da IA, têm o potencial de transformar quase todos os setores. Essas tecnologias personalizam e contextualizam a interação humano-tecnologia, permitindo que as empresas forneçam informações e serviços personalizados baseados em linguagem e imagem com o mínimo – ou nenhum – envolvimento humano.”

Segundo o Gartner, “A hiperautomação concentra-se em tarefas, processos e automação organizacional usando uma variedade de ferramentas. Um estado futuro hiperautomatizado pode ser alcançado apenas por meio de práticas e ferramentas de trabalho hiperágil”. O uso da hiperautomação depende da arquitetura de TI adotada e liberada.

As tecnologias cognitivas e a hiperautomação de fato tem um poder transformador nas empresas, pois a ideia é trazer ganhos de produtividade internos e ao mesmo tempo liberar atenção e apoiar o foco no humano, principalmente nas interações com clientes, permitindo inclusive possibilidades de reajuste em modelos de negócio já existentes.

Aprimoramento humano

Segundo o Gartner, “O aprimoramento humano explora como a tecnologia pode ser usada para fornecer aprimoramentos cognitivos e físicos como parte integrante da experiência humana. Em vez de computadores e aplicativos serem algo fora da experiência humana normal, eles se tornam uma parte natural –  e às vezes necessária – da experiência humana cotidiana. O aprimoramento humano também inclui fatores de bioengenharia que vão além da exploração de computadores e aplicativos”.

Tecnologias wearables, IA, alto-falantes inteligentes, computação visual, voice interfaces, speech recognition são exemplos que demonstram a já iniciada aplicação real neste sentido.

Blockchain prático

De acordo com o Gartner, “Um blockchain é um tipo de livro distribuído. Um livro distribuído é uma lista cronologicamente expandida de registros transacionais irrevogáveis ​​assinados criptograficamente e compartilhados por todos os participantes de uma rede”.

O Blockchain é uma prioridade de tecnologia crítica para mais da metade dos participantes da Pesquisa Global de Blockchain de 2019 da Deloitte, um aumento de 10 pontos em relação a 2018. Ele permite uma arquitetura de confiança distribuída que possibilita às partes não confiáveis ​​a realização de transações comerciais com mecanismos de validação descentralizados.

4. Tendências Emergentes no Horizonte

Computação Quântica

A Deloitte preconiza que “Para a computação quântica, as propriedades especiais desses bits quânticos, ou qubits, têm o potencial de criar mudanças exponenciais. Ao manipular partículas individuais, os computadores quânticos poderão resolver certos problemas altamente complexos que são muito grandes e confusos para os supercomputadores atuais – da ciência de dados à ciência dos materiais”.

Já de acordo com o Gartner, “A tendência emergente da computação quântica pode ter um impacto significativo na inteligência artificial, aprendizado de máquina e negócios”. O futuro da computação quântica é computadores capazes de resolver tarefas cada vez mais complexas em tempos cada vez menores, abrindo um horizonte de infinitas possibilidades.

Agora que você conhece as principais tendências tecnológicas para os próximos anos, não deixe de visitar o nosso site e conhecer a plataforma 4Biz que pode impulsionar o desempenho de sua organização.

Por Emauri Gaspar, Cofounder da Run2biz

Como é a organização da TI na revolução 4.0? Entenda!

A Indústria 4.0 

A quarta revolução industrial, ou indústria 4.0, é um conceito que se refere ao uso de tecnologias para maior automação e inteligência das operações industriais com ganho de produtividade. Para tal, são usadas tecnologias como sensores, Internet das Coisas, Big Data, Machine Learning e computação em nuvem. 

No site http://www.industria40.gov.br/, temos a seguinte definição: “A quarta revolução industrial se caracteriza por um conjunto de tecnologias que permitem a fusão do mundo físico, digital e biológico.” 

“O objetivo final da Indústria 4.0 é ter seu processo 100% autônomo e robotizado, sem a necessidade de interpretação humana sobre os processos. As mudanças e as atualizações poderão ser decididas e executadas pelas próprias máquinas e robôs.” — trecho retirado do artigo: A Quarta Revolução Industrial – Como ela afetará o seu negócio?  

Apesar de não ser um termo novo, sendo usado pela primeira vez em 2012, se mostra bastante desconhecido no Brasil e carece de maior consciência nas empresas brasileiras. Segundo dados de 2018, apresentados pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), menos de 2% das organizações do país estão verdadeiramente inseridas nesse conceito, o qual tem capacidade para movimentar US$ 15 trilhões nos próximos 15 anos, também de acordo com a ABDI. 

A digitalização do processo produtivo deve atingir 21,8% das indústrias brasileiras em uma década, de acordo com pesquisa realizada em 2017 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).  

A Inovação 4.0 

O termo Inovação 4.0 reconhece um momento que demanda novos processos de gestão da inovação. Os processos de gestão da inovação já vêm sendo discutidos nos últimos anos, e sempre foi tema importante nos ambientes de startups, mas ganhou muita força ultimamente nas organizações ao redor do mundo. A crise causada pela pandemia deu uma “sacudida” em muitas empresas, forçando movimentos rumos à inovação e exigindo maior adaptação à experimentação e ao risco. 

Inovação é a ação ou o ato de inovar, ou seja, modificar antigos costumes, manias, legislações, processos etc.; efeito de renovação ou criação de uma novidade.  

O Consumidor 4.0 

Esse novo consumidor 4.0 não quer apenas produtos, apesar de bons produtos serem fundamentais, ele quer algo mais completo, quer conveniência, quer melhor experiência (pois é mais conectado), tem relação fácil com a tecnologia e como consequência, é mais exigente. 

Muitas empresas se dizem centradas no cliente, mas fundamentalmente, apenas afirmação e desejo não são suficientes para orientar empresas rumo ao novo desafio. Empresas realmente centradas no cliente são tecnologicamente capazes de observá-los de perto, conhecer suas jornadas, seus comportamentos — tudo isso analisando dados. Para isso, o uso de tecnologias como IoT, Big Data e Machine Learning são fundamentais. 

A Transformação 4.0 

A transformação 4.0 é o processo de adequação da experiência e conveniência esperada pelos novos comportamentos dos consumidores — por meio de monitoramento e análise — e trazendo maior compreensão do uso de produtos e serviços e das jornadas integradas (física e online), permitindo maior refinamento de suas ofertas e ajustes contínuos, garantindo ao mesmo tempo o foco na relação humana, tão importante neste processo. 

A Revolução 4.0 

O termo revolução 4.0 está muito ligado ao conceito da Indústria 4.0, mas é melhor conectar este termo a todo esse movimento 4.0 que surgiu, o que mostra um olhar mais amplo em um mundo que se transformou com a nova geração de consumidores, com novos comportamentos, com novas exigências e necessidades, com novas tecnologias exponenciais e transformadoras e, que com certeza, está mudando relações de consumo, bem como a forma e o futuro do trabalho.  

organização da TI na revolução 4.0 

Agora que você conheceu um pouco mais sobre os componentes da revolução 4.0, descubra qual é o papel da TI nesta revolução. Continue a leitura. 

Inovação e transformação digital não são papéis exclusivos da TI, elas servem como apoiadores, facilitadores e, com certeza, integradores. O papel de promoção da revolução 4.0 é da organização como um todo e os seus executivos devem disseminar uma cultura adequada.  

Em um artigo da MITSloan Magazine, “Building Digital-Ready Culture in Traditional Organizations, cuja tradução mais adequada é Construindo uma cultura “pronta para o digital” nas organizações tradicionais, é dito que colocar a empresa em forma digital não significa abandonar tudo o que a fortaleceu, pois muitas empresas tradicionais confundem o processo de estarem prontas para o digital com processos de empresas nascidas digitais.  

É importante entender as características de cada empresa e como elas operam, por exemplo:  

  1. Ao analisar simplesmente a operação da Amazon e entendê-la como uma empresa que lança novos negócios rapidamente — e impulsiona repetidos ganhos de eficiência nas operações — é apenas um olhar sobre uma perspectiva, pois de outro ponto de vista, ela é menos admirada pelo que pode ser visto como uma relação intransigente com parceiros e colaboradores. 
  1. Uber, se analisada igualmente, é reverenciada por sua capacidade de inovar serviços com agilidade. Mas muitos observadores estão consternados com a maneira que ela talvez explore motoristas. 

O que já é forte nas empresas tradicionais deve ser potencializado com o digital, criando meios para alcançar consumidores mais exigentes e sedentos por conveniência e novas experiências. Um exemplo disso é a Nike, que lançou em 2018 a loja Nike House of Innovation, na Quinta Avenida, em Manhattan, onde busca mexer com as emoções, cativando e envolvendo todos os sentidos de seus clientes. Além do fato de a Nike criar inúmeros aplicativos que são integrados a sensores nos tênis e demais artigos esportivos, que mais tarde combinam essas capturas em grandes “Big Datas” que são processados por Machine Learning e no final oferecem experiências além de uma simples fabricante de artigos esportivos.  

O papel da TI, neste contexto, é conectar a Industria 4.0 com o Consumidor 4.0, sendo o consolidador da transformação 4.0 e da cultura do “pronto para o digital”. Lembrando que este mindset é de toda organização, porém consolidado pela TI. É nela que são concentradas todas as estratégias de captura de dados, é ela a mantenedora dos dados, bem como promotora da automação inteligente, integração de legados e complementação dos gaps do ERP e CRM dentro da organização. Também, neste contexto, hoje possui papel estratégico fundamental como membro do conselheiro das empresas (das que precisam estar prontas para o digital).   

Algumas adaptações na TI para promoção da revolução 4.0:  

  • Entender os quatro principais valores da cultura digital: impacto, velocidade, abertura e autonomia. 
  • Adotar ou refinar várias práticas críticas, incluindo experimentação rápida, auto-organização, tomada de decisão baseada em dados e uma obsessão por clientes e resultados. 
Acima, podemos ver como a TI se organiza na revolução 4.0

Apoiar e promover conveniência e maior experiência aos clientes, melhorando o desempenho operacional, alinhado às expectativas e necessidades dos clientes e suportando inovação e transformação por meio da experimentação e feedback como forma contínua de cocriação de valor. Esse é, sem dúvida, um resumo da orientação da TI nesta revolução. E neste contexto, vamos batizá-la de TI 4.0

Premissas e previsões a serem consideradas 

Abaixo listamos algumas premissas e previsões do Gartner (artigo: Predicts 2020 – Resilience in Industrie 4.0 for Advanced Manufacturing Builds on Data and Collaboration Models), que são importantes para a indústria 4.0 e para o momento de pandemia. 

  • Até 2024, após a pandemia da COVID-19, mais de 30% dos fabricantes (indústrias) terão mudado seus modelos de negócios, em comparação com apenas 10% antes da crise. 
  • Até 2022, metade de todos os programas de transformação da Indústria 4.0 falharão porque não estarão vinculados, acompanhados e medidos por estratégias de gerenciamento de mudanças pela liderança. 
  • Em 2023, metade de todas as implementações bem-sucedidas de inteligência artificial (IA) na indústria serão conduzidas por uma colaboração do CIO (Chief Information Officer) com o CDO (Chief Data Officer). 
  • Até 2021, metade dos fabricantes (indústrias) não terão se recuperado dos impactos da pandemia do COVID-19 devido à análise inconsistente das dependências do ecossistema. 

Conclusão 

A transição ou mudança de cultura é um ponto de muita atenção. Pode ser o sucesso ou a falha de muitas empresas, principalmente neste momento de pandemia e depois dela. 

A revolução 4.0 é a revolução do “valor”. Para promover valor as empresas precisarão tornar suas operações eficientes e focar a energia que antes estava direcionada na operação, em cuidar agora da compreensão do cliente, permitindo a inovação e adequação/transformação rápida e constante como forma de pensar e agir. 

E você está pronto para a TI 4.0? Visite o  nosso site e saiba  mais sobre  a Run2biz.  

Por Emauri Gaspar, Cofounder da Run2biz